terça-feira, 30 de junho de 2009

Barco Ancorado 30/06/2009


Elton John passou por Lisboa para uma noite de celebração dos seus mais de 40 anos de carreira e para um concerto que quase encheu o Pavilhão Atlântico no máximo da sua capacidade de recepção de espectáculos musicais. Uma multidão de fãs ávidos e mais velhos que o normal nestas andanças do rock, que pouco mais pedia além dos muitos sucessos que a faceta artística de Reginald Kenneth Dwight dá ao mundo desde que pegou no piano nos anos 60. E foi isso mesmo que receberam.

No alto dos seus 62 anos, Elton John é um letrado em plateias e fora baladas obrigatórias como 'Candle In the Wind', 'Sorry Seems to be the Hardest Word' ou 'Don´t let the Sun Go Down on Me', brindou os admiradores portugueses com um alinhamento de homenagem ao bom e velho rock n´roll, que aqueceu e bem a moldura humana que encheu a sala lisboeta, ela própria uma das protagonistas da noite.
De cor-de-rosa como só ele, Elton John passa todo o tempo sentado ao piano, levantando-se sempre entre cada tema para agradecer e pedir mais palmas. As canções sucedem-se ao ritmo de greatest hits, não estivesse esta passagem por Portugal inserida na 'Rocket Man Tour', nome retirado da canção de 1972 que em concerto espelha bem o que ainda mantém a vitalidade na expressão ao vivo de Elton John e a recaída ora no blues ora no country que em muito se deve aos músicos que o acompanham, também veteranos e quase todos norte-americanos, terra que tão bem adoptou John.

Os temas mais antigos e animados fazem as delícias dos fãs, que acompanham na ponta da língua 'Daniel', 'Honky Cat', 'Sad Songs' e o óbvio 'Crocodile Rock', que levantou literalmente toda a gente da cadeira como se fosse o momento mais esperado do concerto. Não faltaram também temas menores dados ao swing como 'Sacrifice', 'Bennie and the Jets' e 'Tiny Dancer', esta última dedicada às meninas da sala.
A verdade é que neste regresso ao nosso país, Elton John não deu os ares de diva com que muitas vezes é retratado.

Genuinamente contente com a reacção do público e dando mostras de velha raposa, Elton John começou o encore a assinar autógrafos à boca de palco, numa proximidade com os fãs que deixa bem longe a impressão causada há uns anos atrás quando cancelou um espectáculo no Casino do Estoril devido a um arrufo amoroso. De volta ao piano, fechou com 'I´m Still Standing' e 'Your Song' para o coro final para trautear na saída da sala lisboeta, pelo meio das expressões de contentamento que se foram ouvindo entre os assistentes. Um dos catedráticos da música ligeira a não desiludir nesta passagem pela capital portuguesa.

Alinhamento
Elton John - Can you feel the love tonight
Elton John - Sacrifice
Paul McCartney – Jenny wren
Rod Stewart - Sailing
Eagles - Desperado
Elton John - Nikita
Chicago - If you leave me now
Phil Collins – True collors
Elton John – Your song

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Barco Ancorado 29/06/2009


Os Editors acabaram de anunciar o título e a data da edição do seu terceiro disco. “In This Light and On This Evening” chega às lojas no dia 21 de Setembro. Segundo um comunicado de imprensa da banda, o sucessor de “An End Has a Start” é mais virado para a electrónica, traduzindo aquilo que o quarteto chama “dar às máquinas um toque humano”. O álbum foi gravado na íntegra em Londres, cidade que de acordo com o vocalista Tom Smith “está em todas as canções”.
A nova edição vai ser também pretexto para uma digressão dos britânicos prevista para começar em Novembro.

Os Editors nasceram na Inglaterra em 2002 formados por quatro estudantes de Tecnologia da Música, depois de chegarem à conclusão de que o seu talento andava mais perto da música do que da tecnologia.
Antes de assinarem o primeiro contrato discográfico em 2004, Tom Smith, Chris Urbanowicz, Russell Leetch, Geraint Owen e mais tarde Ed Lay, que substituiu Owen, já tinham percorrido grande parte da Inglaterra em concerto, mostrando as canções originais que em 2005 viriam a compor "The Back Room", o registo de estreia que mostrou ao mundo o rock recheado de referências New Wave que os caracteriza.
Antes da edição do disco de estreia, os Editors já tinham mostrado os singles 'Bullets', 'Munich' e 'Blood'. "The Back Room" chega em Julho de 2005 e atinge o número 2 da contagem britânica de álbuns em Janeiro de 2006.

A banda parte numa digressão conjunta com os Stellastarr* pelos EUA, que inclui passagens pelos festivais de Coachella e Lollapalooza, além da presença em programas de televisão como Late Night With Conan O'Brien, que contribuem em muito para a crescente popularidade naquele país. "The Back Room" é também o pretexto para a estreia em Portugal, com um muito comentado concerto ainda durante a tarde no Super Bock Super Rock em Lisboa.
No final desse ano, Tom Smith e companhia revelam que estão a trabalhar no segundo disco. "An End Has a Start" chega em Junho de 2007 e entra directamente para o topo da contagem britânica de álbuns, depois de ser apresentado pelo single 'Smokers Outside the Hospital Doors'. O registo conta com a produção do aclamado Jacknife Lee, responsável por discos dos U2 e Bloc Party, entre muitos outros.

O novo registo dá o mote para mais uma digressão mundial, que conta com passagens nos festivais de Glastonbury, Oxegen e mais uma sequência de presenças em talk shows na América, além do regresso ao nosso país para um concerto em nome próprio no Pavilhão do Restelo e a estreia em Paredes de Coura. Pelo meio foram nomeados como Melhor Banda Britânica nos Brit Awards de 2008, o que levou ao cancelamento de uma das datas nos EUA para poderem estar presentes na cerimónia.
Nos espectáculos da tournée de promoção a "An End Has a Start", os Editors apresentam ao vivo dois inéditos intitulados 'Banging Heads' e 'No Sound But The Wind'. Em Julho de 2008 revelam que têm cerca de dez temas escritos para o terceiro disco. Nas suas palavras, estas são as «mais sintéticas, cruas e negras canções que algumas vez escreveram».

Alinhamento
Editors – An end has a start
Editors - Bones
Interpol - Specialist
Bloc Party – Blue light
Kasabian – Shoot the runner
Editors - Spiders
Kaiser Chiefs - Ruby
The National – Squalor Victoria
Franz Ferdinand – This fire
Editors – Smokers outside the Hospital doors

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Barco Ancorado 26/06/2009


Inevitável. Esta sexta-feira, o Barco Ancorado presta tributo ao “Rei da Pop”. Michael Jackson morreu ontem, aos 50 anos, vítima de uma paragem cardíaca. Os serviços de emergência médica foram chamados à sua residência para socorrer o cantor, aparentemente em paragem respiratória — poucas horas mais tarde, já a partir do hospital universitário UCLA, para onde foi transportado, surgia a confirmação da morte.
Aparentemente, Jackson terá sofrido um colapso em casa. Foi socorrido por uma equipa de paramédicos, que o encontraram sem pulso e não lograram reanimá-lo. Segundo as autoridades, chegou ao hospital em estado de coma profundo e foi pronunciado morto. Desconhece-se qual seria o seu estado de saúde antes do episódio fatal.

A música de Michael Jackson marcou de forma indelével os anos 80 e influenciou toda uma geração de músicos. O seu álbum “Thriller”, lançado em 1982, é um ícone da música pop e continua a ser o disco mais vendido da história da música. E os vídeos que acompanharam os seus sucessos transformaram a indústria, abrindo a porta ao sucesso dos canais televisivos musicais como a MTV.
A carreira de Michael começou precocemente, acompanhando os seus irmãos no bem sucedido grupo “Jackson 5” logo aos cinco anos de idade. A sua canção “I want you back” está entre as melhores melodias da pop. Aos treze anos, e enquanto ainda actuava com os irmãos, iniciou a carreira a solo.
Depois de se rebelar contra a Motown, aos 17 anos, Michael enveredou para um som disco. Era a transição para a idade adulta e para a independência - com Quincy Jones como produtor, “Don’t Stop ‘Til You Get Enough” projectou Jackson para o topo das tabelas.

Com “Thriller” - o disco mais vendido da tabela americana durante 37 semanas consecutivas - e “Bad”, Michael Jackson tornou-se o músico mais famoso do mundo.
Foi por duas vezes reconhecido no “Rock’n Roll Hall of Fame” e venceu 13 Grammys. O seu trabalho humanitário - foi o responsável pelo “single” de ajuda a África “We Are the World” - foi reconhecido pelo Presidente Ronald Reagan.
Tão espectacular como o seu fulgurante sucesso foi o seu colapso: há doze anos que Jackson se mantinha afastado dos palcos.
A sua vida quotidiana, misteriosa e excêntrica, foi motivo de especulação durante décadas - alegadamente, Jackson dormia numa câmara de oxigénio, tratava o chimpanzé Bubbles como seu filho e queria transformar o seu rosto numa cópia do de Diana Ross, que idolatrava. O músico morava em reclusão num rancho chamado “Neverland”, uma propriedade de dez quilómetros quadrados que mais parecia um parque de diversões - e que esteve recentemente em hasta pública.

Jackson procurava agora reavivar a sua carreira com uma série de 50 concertos na O2 Arena de Londres, cujos bilhetes esgotaram poucas horas depois de serem postos à venda. De acordo com a imprensa norte-americana, esses espectáculos seriam uma espécie de pontapé de saída para uma tournée mundial de três anos e um novo álbum de originais. Além disso, Jackson tinha planos para transformar o seu mítico “Thriller” numa espécie de musical para casino, a apresentar em Las Vegas e Macau.

A notícia da sua morte foi recebida com choque e consternação nos Estados Unidos - e em particular pela comunidade afro-americana que via Jackson como um emblema da cultura negra nos Estados Unidos. Minutos depois da confirmação da notícia, o reverendo Al Sharpton classificava Michael Jackson como um ícone mundial e elogiava o seu génio musical e talento artístico, a sua generosidade e humanitarismo. “O mundo nunca deixará de escutar Michael Jackson”, declarou.

Alinhamento
Michael Jackson – One day in your life
Michael Jackson - Cry
Janet Jackson – Because of love
Prince - Kiss
Michael Jackson – Heal the world
George Michael – Jesus to a child
Whitney Houston – One moment in time
Michael Jackson – You are not alone

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Barco Ancorado 25/06/2009


Os Kinks são o próximo 'alvo' da objectiva do realizador de documentários Julien Temple. Foi o próprio mentor dos Kinks, Ray Davies, quem o confirmou numa entrevista ao The Independent. Há cerca de dois anos, Temple, popularizado desde os anos 70 pelo trabalho de registo em vídeo que fez junto dos Sex Pistols, revelou que o seu próximo projecto seria um documentário sobre os autores de “Victoria' chamado “Kingdom Come”.

Temple e os Kinks são velhos conhecidos, já que o realizador assinou os vídeos para “Come Dancing” e “Don´t Forget to Dance” nos anos 80. O último filme assinado pelo cineasta britânico foi o rockumentário sobre o desaparecido vocalista dos Clash: “Joe Strummer: The Future is Unwritten”, estreado em 2007.

Na entrevista ao The Independent, Ray Davies desmentiu também os boatos que davam como certa uma reunião da veterana banda. O músico confirmou que tem tocado com o seu irmão mais novo, Dave Davies (ainda a recuperar do AVC sofrido em 2004) e o baterista Mick Avory, mas nas suas palavras um regresso efectivo da banda é “altamente improvável”, embora ainda sinta muitas “saudades” dos Kinks. A última vez que os Kinks tocaram juntos de forma oficial foi em 1996.

Alinhamento
The Kinks - Victoria
The Kinks – Got love if you want it
The Faces – Ooh La La
The Beatles – A day in the life
The Birds – Turn, Turn, Turn
The Kinks – I took my baby home
The Beach Boys - Kokomo
The Rolling Stones – Anybody seen my baby
The Animals - The house of the rising sun
The Kinks – You really got me

terça-feira, 23 de junho de 2009

Barco Ancorado 23/06/2009


Sting vai editar um novo álbum, “If On a Winter´s Night...”, na sua estação preferida do ano, o Outono. O disco sai a 27 de Outubro, traz o selo da Deutsche Grammophon, dois inéditos e canções tradicionais das ilhas britânicas. Em comunicado, Sting diz que «o Inverno é uma inspiração».
Robert Sadin é o responsável pela produção. Entre os músicos convidados, está o guitarrista que habitualmente acompanha Sting, Dominic Miller.

“O Inverno é uma grande fonte de material e inspiração. Ao condensar todos estes diferentes estilos num só disco espero criar algo de novo e refrescante”, explica Sting no seu site oficial, relativamente a “If On a Winter´s Night...”, o seu novo trabalho a editar em Outubro.

Os dois originais do novo disco de Sting chamam-se “Lullaby for an Anxious Child” e “The Hounds of Winter”, a primeira faixa do disco de 1996, “Mercury Falling”. “Gabriel´s Message”, canção escrita no século XIV, “Now Winter Comes Slowly” de Henry Purcell e “Hurdy Gurdy Man”, uma versão em inglês de “Der Leiermann” de Schubert, são outros dos temas do alinhamento da nova edição a solo do vocalista e baixista dos Police.

Alinhamento
Sting – Fields of gold
Sting – Desert rose
Peter Gabriel – Don´t give up
Phil Collins – One more night
Simply Red – If you don´t know me by now
Sting - Fragile
Elton John – Your song
Bryan Adams – Please forgive me
Sting – When we dance