quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Barco Ancorado 26/11/2008


O novo álbum de Britney Spears já está disponível para escuta na íntegra. "Circus", que chega às lojas no próximo dia 2 de Dezembro, já pode ser ouvido através do site imeem.com, que anteriormente disponibilizou os streamings de álbuns dos U2, Rolling Stones ou Lil Wayne.
O novo disco de Britney Spears é apresentado pelo single 'Womanizer' e sucede a "Blackout", editado no ano passado.

Mesmo antes de Britney Spears ter lançado o seu álbum de estreia, legiões de jovens tornaram-se seus fãs devido à energia das suas actuações em centros comerciais locais e, em particular, na abertura de um concerto do popular grupo NSync. A partir daí, "lançou um feitiço" em todos os que tinham a oportunidade de a ver ao vivo, plena de vitalidade, aliando a cada canção uma arrojada coreografia. Em 1999, edita finalmente o seu primeiro álbum homónimo. O trabalho revelava já a efervescência e a curiosidade musical da cantora. "One more time", o primeiro single extraído, foi um enorme sucesso, passando em todas as rádios e televisões, tornando-se uma espécie de hino de Britney. Depois de uma tournée, no Verão de 1999, que a levou um pouco por todo o mundo, regressa em 2000 com um novo trabalho, "Oops, I Did It Again", que confirma o seu talento, revelando um crescimento tanto a nível pessoal como musical.

Em Novembro de 2001, Britney Spears regressou com um novo trabalho, intitulado "Britney", o seu terceiro disco a estrear-se na liderança das tabelas de vendas em diversos países, impulsionado por alguns singles, sobretudo 'I'm Not a Girl, Not Yet a Woman', uma balada escrita por Dido.
No início de 2002 Spears estreou-se na representação, no filme "Crossroads". No mesmo ano protagonizou uma breve aparição em "Austin Powers: Goldmember" e, sensivelmente na mesma altura, terminou o badalado romance com Justin Timberlake.
Em 2003 chega aos escaparates o álbum "In the Zone", que representou novo êxito comercial com diversos singles de sucesso, como 'Toxic', 'Everytime' e 'Me Against The Music', o dueto com Madonna. O disco serviu de base para a "Onyx Hotel Tour", que passou pelo Rock In Rio Lisboa em 2004, e 'Toxic' rendeu-lhe um Grammy para "Melhor Gravação de Dança".

Os relacionamentos amorosos nem sempre bem sucedidos e a relação tumultuosa de Britney com os media teve início em 2004. Nesse ano esteve casada durante dois dias com o amigo de infância Jason Alexander e assumiu o namoro com o seu bailarino Kevin Federline, com quem viria a casar e de quem teve dois filhos. O casal protagonizou, depois, o reality show "Chaotic", baseado em episódios da vida quotidiana dos dois.
A compilação "Greatest Hits: My Prerogative" foi editada no início de 2005, reunindo os êxitos da norte-americana, a par de temas novos. "B In The Mix: The Remixes" foi a edição seguinte da cantora.
Pouco tempo após o nascimento do segundo filho, Britney Spears divorciou-se de Kevin Federline, dando início a uma longa batalha legal pela custódia das crianças. O novo disco de estúdio, "Blackout", vê a luz do dia em Outubro de 2007 e o lançamento foi marcado por uma actuação desastrosa nos MTV Video Music Awards.
Nos meses iniciais deste ano Britney voltou a dedicar-se à representação, participando em dois episódios da sitcom americana "How I Met Your Mother".
Agora, a 2 de Dezembro, chega o seu mais recente trabalho: “Circus”.

Alinhamento
Britney Spears - Womanizer
Britney Spears - Blur
Anastacia – In your eyes
Madonna - Secret
Britney Spears – Lace and leather
Avril Lavigne – Complicated
Christina Aguilera - Beautiful
Britney Spears - Mannequin

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Palavras que a boca não diz


Venho fatigante do adeus que não devia ter sido.
Quero ouvir dos teus olhos as palavras que a boca não diz.
Na luz do teu olhar não há noite nem medo.
Deixa abrir-se o desejo róseo como se abre a ostra,
expondo a pérola madura.
Abandona-te na maré alta do sonho e permite que meus
dedos monges procurem a pureza dos teus calores
em cada refluxo de volúpia dos teus músculos.

Deita-te na concha de areia como fosse o meu corpo e vê
no voo das gaivotas folguedos infantis.
Deixa-as brincarem de vestir o teu corpo nu
com guirlandas e bordados tíbios de espumas.
Sente na pele os meus afagos quando a água te tocar
cobrindo-te de versos e beijos.

Acolhe-me no colo.
Entrega-te devagar e ouve o meu canto na voz do vento.
Cúmplice que empurra as algas dos desenganos para longe.
Ouve a alegria do meu sentir como trinados primaveris.
Permite que meus desejos nómados e perdidos encontrem
nas dunas do teu corpo mais que um repouso de viagem.

Barco Ancorado 25/11/2008


Os Scorpions regressam esta noite ao nosso país para um concerto no Salão Preto & Prata do Casino Estoril.
A banda alemã, que já vendeu cerca de 75 milhões de discos, vem mostrar o novo álbum "Humanity: Hour I", num concerto acústico que vai contar com a participação de seis músicos e cantores brasileiros.
A presença dos autores de 'Still Loving You' no Estoril, está integrada nas comemorações do 50º aniversário do Casino.

Os Scorpions tornam-se conhecidos aos olhos do grande público com o seu hino rock de 1984, "Rock You Like A Hurricane", e pela sua balada "Wind Of Change", de 1990.
A banda é fundada em 1965 por Rudolf Schenker. A formação original inclui, além de Schenker (guitarra ritmo e voz), Karl-Heinz Follmer (guitarra solo), Lothar Heimberg (baixo) e Wolfgang Dziony (bateria). Em 1971, o irmão de Schenker, Michael, junta-se à banda para tocar guitarra solo, enquanto Klaus Meine se torna o novo vocalista. É este grupo que grava "Lonesome Crow" em 1972, que é também usado para a banda-sonora do filme alemão "Das Kalte Paradies".
A banda UFO repara em Michael Schenker e contrata-o para seu guitarrista em 1973. Para ocupar o lugar deixado em aberto entra Uli Jon Roth. Com o novo elemento, a banda edita quatro álbuns consecutivos: "Fly To The Rainbow", "In Trance", "Virgin Killer" e "Taken By Force". Quando este último trabalho é editado, Roth anuncia a sua decisão de abandonar a banda por não se identificar com o rumo que os seus companheiros estavam a seguir.
Em 1979, Schenker deixa os UFO e regressa aos Scorpions. No mesmo ano, o grupo edita "Lovedrive" e inicia a sua primeira tournée pelos EUA. No entanto, o álbum não obtém grande sucesso, chegando mesmo a ser proibido nos EUA devido ao cariz alegadamente sexual da sua capa.

Repetindo os comportamentos que o levaram à saída dos UFO (nomeadamente o alcoolismo e falta de comparência em alguns espectáculos ao vivo), Schenker deixa durante algum tempo os Scorpions - sendo substituído nos concertos por Matthias Jabs.
Com uma nova formação composta por Klaus Meine, Rudolf Schencker, Matthias Jabbs, Francis Bucholz e Herman Rarebell, a banda edita em 1980 "Animal Magnetism" (um disco que chega, surpreendentemente ao Ouro nos EUA).
Os Scorpions regressam aos discos em 1982 com "Blackout" que continha o hit "No One Like You". O álbum é um verdadeiro sucesso um pouco por todo o mundo, vendendo, só nos EUA, um milhão de cópias. Segue-se, em 1984, "Love At First Sting", um digno sucessor de "Blackout" que lhes confere definitivamente o estatuto de super-estrelas. O single "Rockin' Like A Hurricane" torna-se um verdadeiro sucesso, ajudando o álbum a atingir a dupla-platina.

Depois de editar "World Wide Live" em 1985, os Scorpions fazem uma pausa, mantendo-se fora da indústria musical durante dois anos. Finalmente, em 1988, regressam com "Savage Amusement", que incluía a balada "Rhythm Of Love" que se veio a revelar novo grande sucesso.
Em 1990, é lançado "Crazy World", que se torna no disco mais vendido dos Scorpions. Em 1993, é a vez de "Face The Heat", mas nesta altura já muitos fãs tinham perdido o interesse na banda devido à "explosão" da música rock alternativa de início da década. Em 1995, é editado novo álbum ao vivo: "Live Bites".
Já com o baixista Ralph Riekermann e o baterista James Kottak, os Scorpions gravam "Pure Instinct", em 1996. Um ano depois, a sua editora compila um álbum duplo que reúne os seus maiores sucessos, intitulado "Deadly Sting: The Mercury Years".
Já em 1999, segue-se "Eye To Eye", um disco em que o grupo experimenta algumas melodias pop-techno. E no final do ano seguinte, é a vez de "Moment Of Glory", gravado com a Berlin Philarmonic Orchestra, onde são revisitados alguns dos seus temas clássicos, dando-lhes desta feita uma roupagem diferente.
Outro disco ao vivo se segue, "Acoustica", resultado da gravação de um concerto acústico dado em Portugal. Em 2004 chega “Unbreakable” e no ano passado seria a vez de “Humanity: Hour I”, o disco que os Scorpions trazem esta terça-feira a Portugal.

Alinhamento
Scorpions – Lady starlight
Scorpions – Always somewhere
Nazareth – Love hurts
Whitesnake – Is this love
Scorpions – When the smoke is going down
Bon Jovi – Bed of roses
Scorpions - Still loving you

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Barco Ancorado 24/11/2008


A cidade de Lisboa foi o ponto de partida para uma das mais populares bandas da música portuguesa, mas igualmente para o caminho de triunfo de um dos seus fundadores e vocalista, Luís Represas. O cantor tinha 20 anos quando se juntou a João Gil, Nuno Represas, Manuel Faria e Artur Costa para formar os Trovante. Foram dezasseis anos de carreira com a popular banda, com a qual gravou dez álbuns, dois dos quais ao vivo, e ainda uma compilação composta pelos melhores temas.
A caminhada dos Trovante, desde sempre repleta de triunfos e de êxitos, foi acompanhada por inúmeras experiências, não só de participação em festivais internacionais, como de colaboração com os mais importantes nomes da música portuguesa, entre os quais José Afonso, Sérgio Godinho, Fausto ou Adriano Correia de Oliveira. Só depois da separação dos Trovante, consumada em 1992, é que Represas principiou a sua carreira a solo, com a gravação do seu primeiro trabalho, no início do ano seguinte.
Esta segunda-feira, o cantor português completa 52 anos.

Depois do fim dos Trovante, Luís Represas partiu para Cuba, com vista ao conhecimento de novas tendências e ao enriquecimento da sua experiência com os sons da melhor música cubana. O agrupamento de Pablo Milanés tornou-se cúmplice das composições executadas por Represas e por Nani Teixeira, o baixista que viajou consigo. Os arranjos do álbum estiveram entregues a Miguel Nuñez, conhecido pianista cubano. O resultado final, "Represas", contou ainda com as participações vocais do grupo Gema 4 e de Pablo Milanés, que se juntou a Represas em "Feiticeira". O álbum conheceu igualmente uma versão inteiramente cantada em espanhol, tendo em vista a conquista dos demais mercados latinos. A digressão portuguesa que se seguiu confirmou em definitivo o triunfo da carreira a solo de Represas, com duas datas completamente esgotadas no Coliseu de Lisboa a encerrarem a tour.
"Cumplicidades", editado em 96, foi o seu segundo disco, uma vez mais com colaborações de nomes de peso do panorama musical. Desta vez, Bernardo Sassetti, consagrado pianista de jazz, participou activamente na composição do longa duração do cantor lisboeta. Para além do pianista português, o disco conta ainda com a participação do irlandês Davy Spillane. A promoção do álbum passou por quatro concertos realizados no Centro Cultural de Belém, nos quais Spillane também participou, e que resultaram no disco "Ao Vivo no CCB", registo que acabou por alcançar a dupla platina.

Em 1998 houve lugar à edição de mais um conjunto de originais de Luís Represas, "A Hora do Lobo". O trabalho reuniu uma vez mais Represas e Miguel Nuñez, e prolongou o sentido melódico e único da obra do ex-Trovante. A fórmula de sucesso repete-se com novos triunfos no Coliseu do Porto e de Lisboa. O ano seguinte revela uma nova faceta do cantor, que deu voz às canções da versão portuguesa do filme de animação "Tarzan". O ano 2000 acrescentou mais uma produção à discografia de Represas com a edição de "Código Verde", gravado em Espanha. Em Abril de 2001, o músico celebrou 25 anos de carreira com dois grandes concertos, em Lisboa e Porto, e onde contou com convidados como Fausto, João Gil, Manuel Faria e Davy Spillane, entre outros.
Ainda no mesmo ano regressou à actividade discográfica com um álbum de versões de artistas nacionais e internacionais, intitulado "Reserva Especial", mostrando mais uma vez a versatilidade de Luís Represas como cantor.

Em 2003 Luís Represas lançou "Fora de Mão", um registo de originais que documenta as histórias que resultaram do reencontro do músico com os lugares que lhe são familiares e das emoções (re)descobertas entre Portugal, Cuba e República Checa.
Três anos depois o músico regressa ao activo com "A História Toda", um duplo CD e DVD gravado ao vivo, com o qual assinala três décadas de carreira. Além dos temas reunidos nos dois CDs, esta compilação traz pela primeira vez o lançamento do trabalho de Luís Represas em formato DVD, com o concerto, "30 Anos de Canções", que o cantor deu no CCB a 1 de Abril de 2006. O DVD inclui ainda depoimentos do artista e de músicos convidados que participaram no espectáculo - entre os quais o cubano Pablo Milanés -, bem como um documentário e todos os videoclips da era pós-Trovante, incluindo o primeiro teledisco do grupo, gravado em 1977, a preto-e-branco.
Finalmente, em Fevereiro deste ano chegou 'Olhos nos olhos'.

Alinhamento
Luís Represas – Sinais de afecto
Luís Represas – Da próxima vez
Paulo Gonzo – Leve beijo triste
André Sardet – Foi feitiço
Luís Represas – Ao canto da noite
João Pedro Pais – Um resto de tudo
Rui Veloso – Não me mintas
Luís Represas - Sagres

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Barco Ancorado 21/11/2008


Björk Gudmundsdöttir já passou dos 40, é mãe solteira islandesa e uma das musas do fim do último século e do início do milénio. Cresceu numa comunidade hippie e gravou o seu primeiro disco aos 11 anos. Fez parte de várias bandas teen (a mais conhecida chamava-se Kukl), gravou "Gling-Gló" com um trio de jazz da 'terra do gelo', mas tornou-se mais conhecida como vocalista carismática dos Sugarcubes com quem actuou, pela primeira vez, em Portugal. Quando os 'cubos de açúcar' derreteram, Björk estreou-se a solo com "Debut" e abalou o mundo da música em geral, e o da dança em particular. Vendeu que se fartou e confirmou que era muito mais do que uma personagem exótica, de cara bonita e excelente voz.
Esta sexta-feira, Björk completa 43 anos.

Novamente com Nelle Hooper como produtor, e com a colaboração do namorado da altura, Tricky, Björk lançou "Post" e confirmou todo o seu mérito. Pelo meio do caminho, ofereceu os seus originais à arte alheia e lançou dois discos de remisturas, "The Best Re mixes From The Album Debut For All The People Who Don't Buy White Labels" e "Telegram". Com o capítulo seguinte, "Homogenic", continuou a busca pela canção perfeita não perdendo arrojo e capacidade de construir verdadeiros "standards".

O aplauso da crítica e do público surgiram naturalmente e fizeram de Björk uma estrela à escala mundial, mas o passo seguinte da diva iria ecoar até aos confins do universo. Ao aceitar a oferta do realizador dinamarquês Lars Von Trier para ser a protagonista Selma de "Dancer In The Dark", Björk certamente não suspeitava que ganharia o prémio de Melhor Actriz do Festival de Cannes 2000 e que a banda sonora da sua autoria "Selmasongs" seria nomeada para os Óscares. Mas foi o que de facto aconteceu. Depois chegou "Vespertine".

Por ser considerada a maior embaixadora da Islândia no planeta, o governo do país resolveu oferecer uma ilha a Björk, que no final de Outubro de 2002 editou um "Greatest Hits", cujo alinhamento foi construído com base numa votação levada a cabo no site oficial da cantora e baseada nas preferências dos fãs.
Em 2004 foi lançado 'Medúlla', o seu quinto álbum de estúdio e, finalmente, no ano passado, viu a luz do dia 'Volta'.

Alinhamento
Björk – Hypnotise (ft Paul Oakenfold)
Björk - Oceania
Enigma – Age of loneliness
Morcheeba – The sea
Björk – Hidden place
Kraftwerk - Aerodynamic
Björk – Human behavior