segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Barco Ancorado 11/10/2010


Cibelle regressa ao Lux-Frágil, em Lisboa, no dia 9 de Dezembro para um concerto em nome próprio de apresentação ao novo álbum, "Las Venus Resort Palace Hotel".

Depois das passagens pela sala lisboeta e pelo Optimus Alive! como uma das vozes convidadas do último disco de Legendary Tigerman, "Femina", a cantora brasileira vai apresentar-se na capital acompanhada pela sua banda. Os bilhetes custam 20 euros.

Alinhamento
Cibelle – Green grass
Cibelle – Sereia amor d´água
Bebel Gilberto – O caminho
Caetano Veloso – Shy moon
Cibelle – Mad man song
Nouvelle Vague – Master and servant
Au Revoir Simone - Lark
Cibelle – London, London

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Barco Ancorado 08/10/2010


Parecia que o espólio póstumo de Kurt Cobain já tinha chegado ao fim, mas eis que surge mais um leilão - da casa Julien's - com alguns itens do falecido vocalista dos Nirvana.
O mais curioso é uma carta, sem data, que Cobain terá escrito à MTV. A licitação segue nos 2.250 dólares e nela pode ler-se: «Cara TV vazia, a entidade de todos os deuses corporativos. Vamos sobreviver sem vocês facilmente... A velha escola está-se a afundar rapidamente. Vou dedicar a minha vida a não fazer nada e ser escória. Kurdt Kobaineee, músico rock profissional».

A casa de leilões online não esclarece onde obteve a mencionada carta e inclui também no lote algumas letras escritas à mão por Kurt Cobain.

O leilão da Julien's intitula-se Legend e inclui no catálogo itens de Bruce Springsteen, Michael Jackson entre outros.

Alinhamento
Nirvana – Smells like teen spirit
Nirvana – Where did you sleep last night
Soundgarden – Black hole sun
Sonic Youth – Diamond sun
Nirvana – Come as you are
Red Hot Chili Peppers - Californication
Foo Fighters – Walking after you
Nirvana – All apologies

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Barco Ancorado 07/10/2010


A importância de ser Guns n' Roses foi o que levou à enchente do Pavilhão Atlântico, em Lisboa. E foi essa mesma importância que fez com que os fãs suportassem e perdoassem um atraso de uma hora e meia a Axl Rose e companhia. Assim que a banda assaltou o palco ao som de 'Chinese Democracy' acompanhada de efeitos pirotécnicos, instalou-se a euforia. Euforia de estar perante Axl Rose, the man itself - uns quilos mais gordo e com a voz mais rouca e pouco comunicativo -, a cantar com os tiques de sempre, chapéu, óculos escuros, lenço na cabeça e um guarda roupa que foi mudando ao longo da noite.

O palco cheio de efeitos cénicos e projecções, com vários níveis ladeados por degraus e pirotecnia a rodos. Uma máquina que é espelho de Axl Rose, megalómano e excêntrico, mas um mestre que dirige uma banda que transpira irreverência, hiperactividade e técnica fora do comum - e uma certa indiferença. Não foi preciso esperar muito para perceber que os três guitarristas que integram os Guns n' Roses no período pós-Slash são necessários: a sua técnica é distinta e fica aprimorada pela vontade de estar em palco. Um quase sonho de poder deitar as mãos a temas como 'Welcome To The Jungle', 'It's So Easy', ou 'Live and Let Die'.

Os Guns mostravam-se pesados: na fúria das guitarras, no ribombar da bateria, no corpo e no espectáculo, o que quase arruinou 'Live and Let Die' com os petardos lançados durante o refrão. E pese embora o falhanço de "Chinese Democracy" - os ânimos arrefeciam com temas como 'Street of Dreams', quase sempre acompanhados de projecções de gosto duvidoso -, o concerto decorria a bom ritmo, espaçado pelos solos dos talentosos guitarristas. E aí percebemos que DJ Ashba é uma cópia de Slash: a mesma técnica, os mesmos maneirismos, uma cartola, um cigarro na boca... Mas falta-lhe o sentimento. Que é o mesmo que dizer que lhe falta tudo para que 'November Rain' - em modo triunfal e pirotécnico - ou 'Knockin' On Heaven's Door' sejam o monumento que são em disco.

'Don't Cry' levantou os isqueiros da plateia, a épica 'Madagascar' embarcou o público numa viagem pontuada por sintetizadores e distorção antes de arrancar para 'Whole Lotta Rosie', «uma balada de amor sobre uma senhora muito, muito, muito, muito gorda», disse Axl. E foi após este momento que ficou mais uma vez a descoberto o grande problema do concerto: as quebras no alinhamento. Sempre que a banda arrancava para uma prestação mais acelerada, entremeava-lhe um tema mais parado, o que nunca permitiu que o público se soltasse totalmente nas duas horas e meia de actuação. Mas 'Paradise City' é 'Paradise City' e nada melhor para encerrar. Foi bom, mas dificilmente memorável.

Alinhamento
Guns n´Roses – Chinese democracy
Guns n´Roses – Used to love her
Aerosmith - Cryin
Scorpions – You and I
Guns n´Roses – Knockin´on heaven´s door
Bon Jovi – In these arms
Guns n´Roses – Paradise city

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Barco Ancorado 06/10/2010


Roger Waters está a ser acusado de anti-semitismo pela organização judia Anti-Defamation League.
Em causa, está a utilização da Estrela de David, um dos símbolos judeus, associado ao dinheiro, num dos momentos do seu espectáculo de homenagem ao disco dos Pink Floyd, "The Wall".

«Claro que Waters tem todo o direito de expressar a sua opinião sobre a situação israelo-palestina através da sua música e da decoração em palco. Contudo, as imagens que escolheu [a Estrela de David e o símbolo do dólar], mostradas na mesma sequência, ultrapassam a linha do anti-semitismo. Gostávamos que Waters tivesse optado por outra maneira para mostrar a sua visão política sem ir buscar aquele velho estereótipo sobre os Judeus e a sua suposta obsessão pelo dinheiro», comentou o director da Anti-Defamation League, Abe Foxman, citado pelo jornal The Guardian.

Além das Estrelas de David, a sequência que enquadra a interpretação de 'Goodbye Blue Sky' inclui cruzes católicas, a Lua Crescente islâmica e os logotipos da Shell e da Mercedes.

O público português vai poder testemunhar em primeira mão o espectáculo de celebração ao álbum clássico de 1979, no regresso duplo de Roger Waters a Portugal. Os concertos acontecem nos dias 21 e 22 de Março de 2011, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. O primeiro concerto (21) está esgotado mas ainda há bilhetes para o segundo espectáculo (dia 22). Os preços variam entre os 40 e os 80 euros.

Alinhamento
Pink Floyd - Money
Pink Floyd – Hey you
Led Zeppelin – All my love
Pink Floyd - Mother
Black Sabbath - Changes
Pink Floyd – Wish you were here

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Barco Ancorado 01/10/2010


Há quase três anos, Amy Macdonald invadiu o airplay das rádios de forma surpreendente, dada a sua juventude, com a canção-título do seu primeiro álbum, 'This Is The Life'. Na altura, os mais cépticos preconizaram para Macdonald a vida curta associada aos chamados one hit artists, mas a miúda de 19 anos aguentou-se à bronca navegando pelos espaços deixados pela pop-rock com perfume tradicional dos Cranberries e os Corrs. Claro que para isso também ajudaram singles menos ouvidos, mas igualmente orelhudos, como 'Poison Prince' e 'Mr Rock and Roll'.

Hoje em dia, Macdonald tem mais um disco no bolso, "A Curious Thing", registo que até já serve de pretexto para um concerto em nome próprio numa sala com tanta história como o Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
Ontem à noite, sob a aura sempre presente de Bruce Springsteen, tudo começou mais para os lados dos U2 com o crescente dramático de 'An Ordinary Life', uma das melhores canções do novo disco. 'Poison Prince' chega logo a seguir como o primeiro pregão popular, no meio de uma sequência de temas mais recentes: 'Love Love', 'Give It All Up' e 'Next Big Thing', este último um dos mais rockeiros da escocesa.

Muito bem servidas por uma bateria em alta rotação e uma guitarra mais blues-rocker do que seria de esperar, as canções de Macdonald ganham bastante com a sua passagem para palco, quase sempre introduzidas por uma pequena história contada pela cantora no seu cerrado sotaque de Glasgow. Ficámos a saber, por exemplo, que 'Run' foi inspirada por um concerto dos Killers e que 'Don't Tell Me That It's Over' é das canções mais «mentais que escrevi». 'Spark' volta a pôr tudo de pé, tal como o esperado 'This Is the Life', apresentado com humildade como um tema «que o meu pai sempre disse que iria ser um sucesso, mas eu nunca acreditei».

Esperava-se a saída para o encore, mas Macdonald ainda oferece a balada com final a abrir de 'What Happiness Means to Me'. Para o regresso, a cantora reserva a versão de 'Born to Run', de Bruce Springsteen, a solo à guitarra, recebida com algum cepticismo por um público a dar mostras de ser pouco letrado nisto da árvore genealógica do rock. O final chega com 'Let's Start a Band' e o agradecimento à boca de palco para o merecido aplauso final.
Um bom concerto em nome próprio desta jovem escocesa que dá mostras de não ter falhado nenhuma aula na escola do Boss.

Alinhamento
Amy Macdonald - Run
Amy Macdonald – An ordinary life
Gabriella Cilmi – Sweet about me
Katie Melua – If you were a sailboat
KT Tunstall – Other side of the world
Amy Macdonald – This is the life
Dido - Isobel
Duffy – Warwick Avenue
James Blunt – Carry you home
Amy Macdonald - Spark