sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Barco Ancorado 08/01/2010


A banda conimbricense Sean Riley & The Slowriders actua esta sexta-feira no Café Concerto do Centro Cultural Vila Flor. Depois de “Farewell” (2007), trabalho que foi considerado uma das melhores estreias discográficas da história da música produzida em Portugal, Sean Riley & The Slowriders apresentam agora “Only Time Will Tell”, o segundo disco da banda composto por 12 belíssimas canções que têm sido extremamente bem recebidas pela crítica.

A intensidade melódica de “Houses And Wives”, a beleza de “Hold On”, a grandiosidade de “Tell Me Why” e a frescura de “Talk Tonight” confirmaram “Only Time Will Tell” como um dos grandes discos de 2009 e são a prova que Sean Riley & The Slowriders souberam fintar o fantasma do “difícil segundo álbum”.
São belíssimos temas como estes que passam na noite desta sexta-feira no Café Concerto do Vila Flor.

No Café Concerto do CCVF actua esta sexta-feira Sean Riley & The Slowriders. Amanhã será a vez dos “Old Jerusalem”. O título de uma canção de Will Oldham imediatamente imagina uma genealogia de melancólicos americanos.
Francisco Silva, o mentor deste grupo de geografia variável chamado Old Jerusalem, nunca escondeu as suas influências e afinidades. No seu mais recente disco, "Two Birds Blessing", as referências a Bill Callahan, Will Oldham ou Bon Iver assentam de forma elogiosa. É raro encontrar um artista português que chega ao quarto álbum e que consegue olhar para o seu passado discográfico com sentimento de missão cumprida. "April" (2003), "Twice the Humbling Sun" (2005), "The Temple Bell" (2007), e agora "Two Birds Blessing", confirmam-no como um dos melhores letristas e compositores portugueses deste novo século.

Alinhamento
Sean Riley & The Slowriders – Hold on
Sean Riley & The Slowriders – Houses and wives
The Legendary Tiger Man – These boots are made for walking (ft Maria de Medeiros)
Oioai – Pertencer (ft Xutos & Pontapés)
Sean Riley & The Slowriders – This woman
David Fonseca – A cry 4 love
Rita Redshoes – Dream on girl
Sean Riley & The Slowriders – Tell me why

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Barco Ancorado 07/01/2010


O grupo de synth-pop Alphaville actua na Praça de Touros do Campo Pequeno, em Lisboa, no dia 26 de Março.
A banda alemã notabilizou-se nos anos 80 pelos êxitos 'Forever Young' e 'Big in Japan', músicas que continuam a ser rodadas nas rádios e que têm merecido numerosas versões por outros artistas.
Os preços dos bilhetes variam entre os 30 euros (para a plateia) e os 35 (para a bancada).
O teclista Martin Lister, o guitarrista David Goodes, o baterista Pierson Grange e o obrigatório vocalista Marian Gold fazem parte da formação actual.

No ano de 1981, a Alemanha assistia ao nascimento de um novo grupo musical, os Alphaville. Inicialmente composto por Marion Gold e Bernhard Lloyd, este duo começou a marcar a diferença, chamando a atenção para o seu estilo inédito e alternativo. No Natal desse ano, os Alphaville fizeram a sua primeira aparição pública ao lado de um grande colectivo de artistas, e desde essa altura não deixaram que a crítica lhe tirasse os olhos de cima.
Na viragem de 1982 para 1983, chega à banda um terceiro membro, Frank Mertens, e é este trio que começa a preparar o álbum de estreia "Forever Young", editado via Atlantic em 1984. Com ele, os Alphaville solidificam uma posição no mercado alemão, mas também a nível mundial, em especial graças a clássicos como "Big In Japan", "Sounds Like A Melody" e "Forever Young", três singles extraídos do registo de estreia. No ano seguinte, é ainda extraído um quarto single deste álbum de lançamento, "The Jet Set", um tema polémico que, contudo, não recebe tantos aplausos como os anteriores.
Durante cerca de 10 anos, o colectivo de Berlim manteve-se afastado do palco, mas em franca produção de estúdio.

Em 1986, chega às lojas "Afternoons In Utopia", o segundo registo de originais dos Alphaville, sucedendo-se "Universal Daddy" e "Jerusalem". Até esta altura, a banda já tinha chegado ao sucesso, mas estava à procura de mais. Por isso, o trio decide juntar-se ao produtor Klaus Schulze.
Em 1989, "The Breathtaking Blue" conhece a luz do dia. O projecto musical dos Alphaville estava intimamente mergulhado na tentativa de ligar intimamente a música com a cinematografia, neste caso, transformando videoclips em curtas metragens. O esforço é recompensado com um Óscar de melhor curta metragem, por "Balance".
Os Alphaville fazem então história: são a primeira banda a editar em formato CD + graphics, o antecessor do actual formato DVD.
Em 1992, é tempo de fazer uma retrospectiva pelos anos de carreira dos Alphaville e é editada a colectânea "First Harvest". No mesmo ano, produzem o quarto registo discográfico de originais, "Prostitute". Entretanto, a vocalista Marion Gold começa, em paralelo, uma carreira a solo.
Em 1993, a banda decide pôr fim a 10 anos de interregno de actividades de palco, e realiza um grande concerto em Beirut.

Tinham passado os anos de ouro dos Alphaville. "Salvation" (1998) é um êxito, mas no ano seguinte é editado "Dreamscapes", um registo discográfico que vende incrivelmente bem, apesar de se tratar de um lançamento independente. À semelhança de Gold, Bernhard Lloyd também resolve experimentar seguir sozinho, e investir numa carreira a solo, em paralelo com o projecto colectivo. O último disco editado pelos Alphaville data de 2003 e chama-se Crazy Show. Alguns desses temas deverão passar pelo Campo Pequeno em Março, além dos maiores êxitos da banda alemã.

Alinhamento
Alphaville – Forever young
Alphaville – Sounds like a melody
Erasure - Breathe
OMD – Forever live and die
A-Ha – Hunting high and low
Alphaville – Dancing with me
The Human League - Human
Tears for Fears – Advice for the young at heart
Alphaville – Big in Japan

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Barco Ancorado 06/01/2010


Os Tindersticks vão fazer uma mini-digressão em Portugal no início de Fevereiro e, atenção (!), vão estar pela primeira vez na sua carreira em Guimarães.
As cinco datas servirão para o colectivo britânico apresentar o novo disco, "Falling Down a Mountain", com saída agendada para o final de Janeiro.

Nas cinco datas anunciadas pelos Tindersticks, a banda de Stuart Staples começa por actuar no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, no dia 3 de Fevereiro. No dia seguinte, toca no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães. É a uma quinta-feira.
Seguem-se os concertos no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra (dia 5), no Teatro Municipal da Guarda (dia 6) e no Cine Teatro de Estarreja (dia 7).
Os Tindersticks são já uma presença regular em solo português, tendo passado pelo Coliseu dos Recreios, em Fevereiro de 2009 naquela que foi a sua última presença no nosso país.

Alinhamento
Tindersticks – All the love
Tindersticks – The flicker of a little girl
Nick Cave & The Bad Seeds – The ship song
Cousteau – The last good day of the year
Tindersticks – The other side of the world
The Decemberists - Sleepless
Madrugada – Quite emotional
Tindersticks – Let´s pretend

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Barco Ancorado 05/01/2009


A voz que hoje destacamos no Barco Ancorado calou-se no primeiro dia deste novo ano. A cantora Lhasa de Sela morreu pouco antes da meia-noite do dia 1, vítima de cancro da mama .
A notícia, inicialmente desmentida pela editora da artista como um mero rumor, foi depois confirmada por várias fontes oficiais.
"Lhasa sucumbiu a uma luta de 21 meses, que encarou com força e determinação. Ao longo deste período difícil, continuou a tocar a vida daqueles em seu redor com as suas características graça, beleza e humor ", pode ler-se num comunicado.
O Barco Ancorado faz uma singela homenagem a uma voz única e inconfundível. À voz da cantora nómada.

Lhasa de Sela já estava doente quando gravou o seu último álbum, um trabalho homónimo que ainda chegou a apresentar ao vivo, antes de ter de cancelar todos os concertos, para não prejudicar os tratamentos a que estava a submeter-se. Os seus últimos concertos aconteceram em Maio, na Islândia.
No comunicado assinado pelo manager de Lhasa de Sela, escreve-se que a autora de La Llorona deixa o companheiro Ryan, os pais, a madrasta, nove irmãos e irmãs, 16 sobrinhos e sobrinhas, um gato e "incontáveis amigos, músicos e colegas que a acompanharam ao longo da carreira, para não falar dos inúmeros admiradores em todo o mundo".

Lançados entre 1998 e 2009, os três álbuns de Lhasa - La Llorona, The Living Road e Lhasa - venderam cerca de um milhão de exemplares em todo o mundo.
Em Portugal, a "nómada" Lhasa de Sela, nascida nos Estados Unidos mas com profundas raizes no México e nos países francófonos, era uma artista de culto, tendo-se apresentado numerosas vezes nos palcos nacionais.
Vasco Sacramento, da promotora de espectáculo Sons em Trânsito, escreveu num emocionado comunicado que, das centenas de concertos com artistas estrangeiros que já organizou, "Lhasa de Sela foi claramente a que mais o marcou" .
"Não só pela sua voz única ou pela qualidade óbvia das suas canções e dos seus músicos, mas antes pela sua atitude desprendida e diferente do que é habitual assistir em muitos artistas", explica Vasco Sacramento. "Lhasa de Sela não estava interessada no estrelato, na fama ou no dinheiro. Não que quem aspire a isso seja menos válido. (...) Porém, a Lhasa era diferente. Parecia que cantava apenas por imperativo de consciência, sem grandes preocupações com estratégia de mercado. Daí apenas ter deixado três álbuns".

Lhasa amava o fado, principalmente, claro, Amália, que cantou nos seus concertos em Portugal. Lhasa adorava Lisboa, Bairro Alto, Alfama, mas também Sintra, Coimbra. Gostava de comer bacalhau em Xabregas. E o público português sempre lhe dedicou enorme afecto, esgotando todas as salas onde ela actuou no nosso país.
Fora dos palcos, Lhasa de Sela era simples e densa. Simples no trato, na forma como lidava carinhosamente com todos. Densa pela profundidade e maturidade que revelava, provavelmente fruto do nomadismo que marcou toda a sua vida. Lhasa partiu como sempre viveu. Sem grandes alaridos. Partiu livre. Como sempre viveu.

Alinhamento
Lhasa de Sela – De cara a la pared
Lhasa de Sela - Desierto
Lila Downs – La cumbia del mole
Rokia Traoré - Tchamanche
My Brightest Diamond – Goodbye forever
Lhasa de Sela - Peces
Beth Gibbons - Mysteries
Suzanne Vega – Songs in red and grey
Lhasa de Sela – Arbol del olvido

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Barco Ancorado 04/01/2010


James Blunt e o seu disco de estreia "Back to Bedlam" (2004) bateu a concorrência feroz de Amy Winehouse e Dido e conquistou o título do álbum mais vendido da década no Reino Unido. O álbum que apresentou o cantor britânico ao mundo deve muita da sua popularidade ao single 'You're Beautiful', tema que atingiu o primeiro lugar da tabela de singles britânica e norte-americana. "No Angel" de Dido e "Back to Black" de Amy Winehouse acompanham James Blunt no pódio.


No que toca às contas na Velha Albion, Blunt pode ter o disco mais vendido mas não é o artista com mais sucesso da década. Esse título fica nas mãos de Robbie Williams, com os seus mais de 12 milhões de discos vendidos de 1 de Janeiro de 2000 a Setembro de 2009. O ex-Take That é também o artista que mais álbuns coloca na lista dos 100 mais vendidos Cinco no total. Seguem-se os Westlife, com pouco mais de 10 milhões de exemplares vendidos, e os Coldplay, que se ficam pelos 9 milhões.

Eminem é o primeiro norte-americano a aparecer na lista dos 100 mais vendidos. O rapper ocupa o quarto lugar com 8 milhões de cópias vendidas. O autor de 'Lose Yourself' é também o artista mais vendido da década nos Estados Unidos (EUA), afastando os 'recuperados' Beatles do primeiro lugar. Curiosamente, os Fab Four não deram hipóteses na contagem dos álbuns. A compilação "1" foi o álbum mais procurado da década nos EUA, 30 anos depois da separação da banda.

O fenómeno do ano, Susan Boyle, consegue a proeza de colocar o disco de estreia, "I Dreamed a Dream", na 56ª posição da contagem dos mais vendidos nos últimos dez anos. Recorde-se que o álbum está nas lojas há pouco mais de um mês.

Alinhamento
James Blunt - 1973
Amy Winehouse – You know I´m no good
Dido – White flag
Robbie Williams – Angels
Eminem – Lose yourself
Westlife - Unbreakable
Coldplay – Fix you
The Beatles – A day in the life
James Blunt – You´re beautiful