sexta-feira, 8 de maio de 2009

Barco Ancorado 08/05/2009


Os Rammstein estão de regresso a Portugal no próximo mês de Novembro. A banda alemã vem mostrar o novo disco ao público português no dia 8 de Novembro, ao Pavilhão Atlântico, em Lisboa. O sucessor de “Rosenrot” tem edição prevista para o Outono. Os bilhetes são postos à venda a partir do dia 12 de Junho, por preços que variam entre os 33 e os 42 euros.

Formados no espaço da ex-RDA, os Rammstein surgiram em 1994, pela iniciativa do guitarrista Richard Kruspe. A junção de outros dois elementos, o baterista Christoph Schneider e o baixista Oliver Riedel, deram depois o formato inicial de trio ao grupo alemão. A trágica inspiração para a designação escolhida veio da localidade alemã de Ramstein, onde oito dezenas de pessoas morreram em consequência do desastre de um avião americano no decorrer de um festival aéreo, alguns anos antes. O guitarrista Paul Landers, o teclista Flake Lorenz e o vocalista Till Lindemann completaram, ainda antes do fim do ano, a inflamada banda germânica. Um ano depois de completada a formação, os Rammstein entraram em estúdio com vista à gravação do primeiro álbum. "Herzeleid", o registo de estreia do grupo alemão, surgiu no final de 1995. O êxito de temas como "Du Riechst So Gut" levou então os Rammstein a conquistarem rapidamente uma fiel legião de fãs, enfeitiçados pela combinações musicais poderosas, criadas algures entre o rock pesado e referências ao estilo industrial. O som da banda alemã chegou até aos ouvidos do realizador David Lynch, que escolheu dois temas, "Heirate Mich" e "Rammstein" para figurarem na banda sonora do filme "Lost Highway", em 1997.

Em meados do mesmo ano apareceu no mercado o segundo álbum, "Sehnsucht", que conquistou desde logo a primeira posição da tabela de vendas alemã. Alguns meses depois o colectivo germânico realizou as suas primeiras digressões em grande escala, que incluíram na altura passagens pela Europa e pelos Estados Unidos. Dois anos mais tarde os Rammstein conseguiram até ser nomeados para o Grammy na categoria de Melhor Prestação de Heavy Metal pelo tema "Du Hast". Nesse mesmo ano foi editado "Live Aus Berlin", um disco que eternizou o poderio dos alemães nos palcos. Em 2001 foi a vez de "Mutter" solidificar a imagem dos alemães como banda de culto dentro dos mais brutais sons do rock.
Depois de cumprida uma extensa digressão, que incluíu Portugal, os Rammstein voltaram em Setembro de 2004 às edições discográficas, com "Reise, Reise".

Em pouco tempo, o álbum chegou ao primeiro lugar nas tabelas de vendas da Alemanha, Áustria, Suiça, Finlândia, México, Islândia e Estónia. 'Mein Tell', 'Amerika' e 'Ohne Dich' foram os três singles de um disco que serviu de base a nova digressão europeia, e que garantiu uma nova passagem por Portugal, desta feita em concerto no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, em Novembro de 2004. "Völkerball", uma compilação de registos ao vivo, chegou às lojas em 2006.

Alinhamento
Rammstein - Amerika
Rammstein – Ich will
System of a Down - Aerial
Slipknot - Vermilion
Linkin Park – Shadow of the day
Rammstein - Mutter
Rage Against the Machine – Born of a broken man
Limp Bizkit – The one
Rammstein – Mein teil

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Barco Ancorado 07/05/2009


Paul Banks, o vocalista dos Interpol, encontra-se a trabalhar no disco de estreia a solo. “Julian Plenti is... Skyscraper”, título do registo, chega às lojas em Agosto com o carimbo da 'Matador' (editora por onde já passaram os Interpol, agora casa dos Sonic Youth e Cat Power, entre muitos outros), e é assinada pelo cognome artístico de Banks, Julian Plenti.
De acordo com declarações de Banks à Billboard, o registo integra alguns temas que foram escritos há mais de dez anos. Julian Plenti era o pseudónimo usado por Paul Banks quando actuava antes de entrar para os Interpol, em 1998.

Juntos desde 1998, os Interpol devem a Daniel Kessler (guitarra) a força maior para a sua consolidação como banda. Após um encontro com Greg (bateria) e mais tarde com Carlos Dengler (baixo), Kessler tomou como certo o seu futuro de vida como elemento de um grupo rock. Em seguida, a missão consistiu em conquistar um vocalista para a banda. Paul Banks, guitarrista e conhecido de Kessler, perfilou-se como a peça necessária para o fecho do elenco dos Interpol. Depois de muitas hesitações, Banks decidiu por fim juntar-se ao grupo.

Em 2000, e já depois de consumado o abandono de Greg, substituído por Sam Fogarino, os Interpol partem em busca do sucesso para a Europa. A edição do primeiro registo ocorreu ainda em 2000, ano em que "Fukd ID" chegou ao mercado no catálogo da editora escocesa 'ChemiKal Underground'.
O percurso dos nova-iorquinos parecia estar a consolidar-se aos poucos, e as provas disso mesmo acumulavam-se, com sucessivos espectáculos no Reino Unido, e mais tarde nos Estados Unidos. Um ano depois, os quatro Interpol podiam já orgulhar-se da partilha de palco com bandas como os 'And You Will Know Us By the Trail of Dead', 'Delgados' ou 'Arab Strap', e de terem a honra de inclusão na playlist de John Peel.

O acordo dos Interpol com a editora 'Matador' concretizou-se ainda em 2001, e no final do ano o colectivo refugiou-se nos Tarquin Studios, no Connecticut, para gravar aquele que seria o seu primeiro longa duração. "Turn On the Bright Lights" chegou às lojas em Agosto de 2002, e aquando do final do ano ocupou lugares de destaque nas listas e elaborações relativas aos melhores discos lançados durante esses doze meses.
Dois anos depois de conquistarem alguma popularidade entre os seguidores da música alternativa, os Interpol regressaram com "Antics", um novo longa duração, editado em Setembro de 2004.
Em 2007 chegou o terceiro álbum de estúdio dos Interpol, designado “Our Love to Admire”.

Alinhamento
Interpol - Evil
Interpol – Slow hands
The National – Slow show
The Strokes – 12 51
Franz Ferdinand – This fire
Interpol - Specialist
Joy Division – She´s lost control
Bloc Party – I still remember
Arcade Fire - Rebellion
Interpol – The Henrich maneuver

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Barco Ancorado 06/05/2009


Lhasa de Sela regressou ontem às edições. “Lhasa”, o terceiro disco da cantora norte-americana de origem mexicana, integra 12 temas em inglês, incluindo o single “Rising”. Este é o sucessor de “The Living Road”, de 2003, disco que incluía canções cantadas em inglês, francês e castelhano.
Enquanto não temos disponíveis os registos do novíssimo álbum de Lhasa, recuperamos temas do inesquecível e belíssimo 'La Llorona', o seu primeiro trabalho.

Lhasa de Sela nasceu na pequena cidade de Big Indian, no estado de Nova Iorque. Actualmente mora no Canadá.
A sua ascendência era de um lado mexicana e de outro americano-judeu-libanesa. Filha de um professor, não convencional, que percorria os EUA e o México, difundindo o conhecimento, e de uma fotógrafa, Lhasa passou a sua infância de maneira nómada, na companhia dos seus pais e das suas três irmãs.
A sua obra musical mescla tradição mexicana, klezmer e rock, e é cantada em três idiomas: espanhol, francês e inglês.

Quando completou 25 anos, com residência fixada em Montreal, no Canadá, Lhasa editou um dos mais belos e melancólicos álbuns desse ano. “La Lhorona”, figura mítica dos Astecas seduz os homens aos primeiros acordes de uma canção triste, para os beijar e tranformar em pedra. Um enredo que dá o mote à música triste, intensa e dramática que Lhasa arquitecta. Seguiu-se “The Living Road”, o segundo álbum.
Falando sobre si, Lhasa diz: “Eu nunca quis ser uma estrela pop. Queria fazer música do fundo do meu coração. A carreira artística é importante, mas para mim a minha vida tem ainda mais valor. Quero ser verdadeira para comigo. Senão sou apenas uma operária da música.”

Alinhamento
Lhasa de Sela - Desierto
Lhasa de Sela – De cara a la pared
Lila Downs – La cumbia del Mole
Mayra Andrade - Lua
Cesária Évora - Xandinha
Lhasa de Sela - Peces
Teresa Salgueiro – Por este rio acima
Ojos de Brujo – Nueva vida
Lhasa de Sela – Arbol del olvido

terça-feira, 5 de maio de 2009

Barco Ancorado 05/05/2009


Lenny Kravitz actua a esta hora no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. O espectáculo insere-se na digressão "LLR 20(09)" e conta ainda com a participação de Mariza, num dueto que junta o rock de Kravitz e o fado português.
No concerto desta noite, o músico nova-iorquino apresenta um alinhamento que celebra 20 anos de carreira desde que lançou o primeiro álbum, "Let love rule", até à edição do mais recente, "It's time for a love revolution". O concerto inclui não só músicas do último disco, mas também temas de toda a sua carreira, como "Are you going to go my way?", "Fly away", "Again", "It ain't over til it's over", "Dig in" e "I'll be waiting".

A convite do músico, sobe também ao palco, Mariza, de regresso da digressão de apresentação do álbum "Terra", pelos Estados Unidos e Canadá. Esta união de fado e rock faz jus ao mote da digressão de Kravitz: "It's time to take a stand, brothers and sisters join hands..." ("É tempo de tomar uma posição, irmãos e irmãs dêem as mãos").

Lenny Kravitz lançou o álbum "Let love rule" em 1989. Vinte anos, quatro Grammys e nove álbuns depois, Kravitz é um nome mundialmente conhecido no panorama musical e já colaborou com vários artistas como Mick Jagger, Stevie Wonder, Michael Jackson, Jay-Z e Alicia Keys.

Alinhamento
Lenny Kravitz – Fly away
Lenny Kravitz - Again
Red Hot Chili Peppers – Under the bridge
Sheryl Crow – Strong enough
Prince – The most beautiful girl in the world
Lenny Kravitz – I belong to you
Skunk Anansie - Secretly
R.E.M. - Everybody hurts
Lenny Kravitz – Calling all angels

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Barco Ancorado 04/05/2009


Os Depeche Mode e o talk show Jimmy Kimmel Live! fecharam a Sunset Boulevard em Hollywood, para um concerto exclusivo.
A banda subiu a palco perante 12 mil pessoas, naquele que foi o maior concerto fora de estúdio produzido pelo programa de televisão norte-americano até agora, para interpretar o single 'Wrong', o primeiro avanço do novo disco "Sounds of the Universe", junto a clássicos como 'Personal Jesus', 'Enjoy the Silence' e 'Never Take Me Down Again'.

Entre a plateia, e segundo a revista Rolling Stone, encontravam-se celebridades como Chris Martin dos Coldplay, Jared Leto dos 30 Seconds to Mars, a actriz Christina Applegate e Danny Lohner, ex-baixista dos Nine Inch Nails, que aparentemente deu nas vistas por se envolver numa briga de rua.

Os Depeche Mode estão em plena fase de promoção de "Sounds of the Universe", o 12º longa duração da sua carreira, nas lojas desde o dia 20 de Abril. O público português vai poder ouvir os novos temas ao vivo já no próximo dia 11 de Julho, no concerto do trio britânico na etapa portuense do Super Bock Super Rock. Os bilhetes custam 40 euros.

Alinhamento
Depeche Mode – Strange love
Depeche Mode – Just can´t get enough
Erasure - Sometimes
Duran Duran – Hungry like the wolf
Pet Shop Boys – What have I done to deserve this
Depeche Mode – Dream on
Simple Minds – Let there be love
The Cure - Lullaby
New Order – Someone like you
Depeche Mode – Enjoy the silence